Conheçam a Smart City Laguna,a primeira cidade inteligente social do mundo localizada no Brasil!

Oi gente, ainda sobre a série de planejamento urbano venho trazer o termo e conceito chamado: smart city. Conhecem esse termo/conceito?

Pois bem, pra quem não conhece o termo, segundo a União Européia,  Smart Cities são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Esse fluxo rotativo de interação é sustentável e consequentemente inteligente por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços, bem como da informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade.

O Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, afirmou que 10 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.

Não se assustem caso não conheçam o termo Smart Cities, pois ele é relativamente novo, porém o conceito de Smart City já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre  o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que em 2019 num artigo da fgv era estimado a chegar em US$ 408 bilhões até 2020.

Em 2019 as cidades de países emergentes já estavam investindo bilhões de dólares em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. 

Ao mesmo tempo, países desenvolvidos necessitavam de aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivos. Na busca por soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato Smart Cities.

De onde surgiu a ideia da Smart City Laguna?

De acordo com mais um estudo da Fundação Getulio Vargas, o Brasil tem um déficit habitacional de 7,757 milhões de moradias. Ou seja, esse é o número de famílias que vivem em condições de moradia precárias e está associado às moradias que estão em risco, e que se necessita de uma nova construção.

E foi com base nesse estudo que o Grupo Planet, que éformado por empresas inglesas, italianas e brasileiras, com o intuito de solucionar esse problema criou o conceito “viver, além de morar”.

O projeto está sendo desenvolvido em São Gonçalo do Amarante (CE), na Região Metropolitana de Fortaleza, e é a primeira cidade inteligente social do mundo. O empreendimento une inovação, tecnologia, sustentabilidade, planejamento urbano moderno e soluções de mobilidade em um só lugar.

A Susanna Marchionni, CEO do grupo no Brasil, que é quem está à frente dessa inciativa contou detalhes sobre o projeto em conversa com o Startupi. Vale lembrar que ela também será responsável pela estruturação de outras cinco smart cities no Brasil e participará da expansão do projeto para a Índia e o México. 

Por quê da escolha de São Gonçalo do Amarante?

De acordo com a Susanna o Grupo priorizava um local com forte desenvolvimento econômico e após em 2011 se depararem com a reportagem da revista britânica The Economist que citava os 10 melhores locais no mundo para se investir e um deles era a região do Porto do Pecém, município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Isso chamou a atenção do Grupo.

Ao visitar a região, acharam o local muito interessante, pois contava com a Companhia Siderúrgica do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação, ou seja, o primeiro passo foi sentir as necessidades e potencialidades do local.

“Encontramos o local certo com fibra óptica, grande desenvolvimento econômico e grande déficit habitacional, tudo isso constatado após a realização de um estudo de quatro meses feito pela Universidade de Milão”, conta Susanna.

Mas o que é uma Cidade Inteligente Social?

Voltemos ao conceito de uma cidade inteligente, ele vai além de áreas urbanas planejadas. É, na verdade, um programa social que visa o desenvolvimento e crescimento da sociedade através da utilização de recursos tecnológicos e sustentáveis.

Partindo desse princípio , de forma simplista é o projeto de cidade com fluxos rotativos sustentáveis (são 10 : governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia) e nesse caso um programa social de moradia integrado ao projeto.

“Colocar uma iluminação de LED não é construir uma cidade inteligente, a cidade precisa ter serviços, tecnologia e infraestrutura. Cidades inteligentes estão sendo construídas em todos os lugares, mas o público geralmente é o mesmo: os ricos”, destaca Susanna.

Ela conta que a primeira cidade inteligente do mundo foi construída em Masdar City, nos Emirados Árabes. Lá o valor do m² é US$10 mil enquanto no Ceará, um lote de 150 m² é vendido por R$30 mil. A menor casa, de 55 m², custa R$95 mil e a maior pode chegar até R$145 mil. Notem então que há diferença entre cidades inteligentes e cidades inteligentes sociais.

Mais detalhes sobre o projeto Smart City Laguna:

O empreendimento imobiliário Smart City Laguna tem uma área total de 330 hectares, sendo aproximadamente 620 mil m² de área verde distribuídas por toda cidade. Sua divisão possui cerca de 7 mil lotes, entre residenciais, comerciais e empresariais conta com 100% de saneamento e pavimentação.

A primeira fase de entrega foi concluída a entrega de 100% no primeiro semestre de 2018, ou seja, 1.808 lotes, e o empreendimento encerrou o ano atingindo a marca de aproximadamente 3 mil lotes vendidos.

Possui infraestrutura de alto padrão, contando com um aplicativo gratuito para os moradores que é capaz de integrar as diferentes funções e serviços de uma casa remotamente como ligar e desligar os dispositivos, monitorar seu consumo de energia e muito mais. Ou seja, sistema de automação integrado.

Outro ponto interessante  é que todos os moradores contam com uma infraestrutura social gratuita que inclui: biblioteca, cinema, curso de inglês, curso de empreendedorismo, curso de computação entre outros.

Há um polo tecnológico e empresarial, o Smart City Ecopark, que possui uma infraestrutura de alta qualidade e foi planejado para receber empresas com propostas sustentáveis e economicamente positivas.

Pra fechar, todo esse conceito, residência perto de comércio e empresa foi pensado para que as pessoas não precisem se deslocar horas e horas para, por exemplo, chegar ao trabalho, ter a comodidade de almoçar em casa ou passar mais tempo com seu filho. O que impacta diretamente na qualidade de vida.

Uma cidade sem muros?

De acordo com a Susanna esse projeto é um grande divisor de águas para o futuro do mercado imobiliário. Isso exatamente por embora ter incentivo privado não se tratar de um empreendimento fechado, mas sim uma cidade aberta para todos e sem muros.

Ela afirma que:

“Uma pessoa que mora fora do perímetro da cidade, também tem acesso as instalações. Muitas pessoas não tem dinheiro para comprar uma casa de R$100 mil reais, mas eles tem direito de ir na praça, na biblioteca, eles não são excluídos, e é isso que faz mudar a forma de pensar das pessoas. O que mais gera o problema de segurança é o contrário, é deixar as pessoas do lado de fora do muro, causar a exclusão social”.

Susanna conclui que muitas crianças que moraram próximo do projeto e costumavam frequentar o espaço sempre perguntavam quando que as obras vão acabar, pois elas achavam que não poderião mais usar o espaço e a biblioteca. “As crianças são as que mais cuidam, nunca tivemos nenhum problema e se por acaso, alguma delas esquece de devolver o livro na data combinada, elas nos ligam para avisar”.

A cidade conta com um projeto que se chama “me pega, me planta e me cuida”, onde as crianças recebem uma semente, que é plantada em uma área da cidade junto com seu nome em uma placa para fazer com que as pessoas tenham uma ligação com a área.

A ideia de uma cidade sem muros é não restringir o público do Smart City Laguna á classe A ou B, Susanna brinca que é de A até Z. A infraestrutura é de alto padrão, mas não existe diferencial em quem pode frequentar o espaço.

“(…) provavelmente é uma forma europeia de se pensar: a cidade precisa ser igual para todos. Outro ponto fundamental é a segurança, uma cidade inteligente precisa ser segura e a segurança começa com educação e cultura”.

E aí? O que acharam desse projeto? Há diversas informações técnicas e inclusive informações de como comprar um lote da primeira cidade inteligente social do mundo clicando nesse link!

Segue abaixo a galeria do projeto. Não esqueça de curtir e comentar o que achou.

Sintam-se em casa para dar aquela vasculhada e boas inspirações!

Foto da primeira fase em construção
Plano de entrega dos lotes por etapas
Smart City Laguna - Rua dos musicos - Carousel
Foto da proposta das casas
Foto real da casa construída
Ruas sem saída
App da Cidade
Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)
Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)
Foto de detalhes do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)
Foto aérea do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp)

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